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Sábado, 26 de Julho de 2014
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Serra Dourada comemora hoje seu 37° aniversário

De rascunho para o concreto, é assim que se fez uma das maiores obras do Estado

 

          Foi de uma porta velha e pedaços de ferros largados que os projetos para o que é hoje o nosso Estádio Serra Dourada foram desenhados. Em uma prancheta produzida com restos é que surgiu a “casa” que abriga emoção, surpresa, dor e alegria para muitos torcedores.

          No dia 31 de março de 1973 assinou-se o contrato que faria do simples concreto uma das maiores obras do Estado de Goiás nas mãos do engenheiro civil Lamartine Reginaldo e dos arquitetos Armando Scartezini, Silas Varizo e Ariel Veiga.

          O convite inesperado para uma obra tão grandiosa deixou Lamartine, o Presidente da então Fundação Estadual de Esportes (FEE) e torcedor fervoroso do Goiânia Esporte Clube, com uma grande responsabilidade, porém, nunca desacreditou no seu potencial e no de sua equipe.

          O Governador da época, Leonino Caiado, em seus votos de candidatura deixou claro o seu interesse por duas grandes obras, um estádio com uma maior capacidade de público, já que o Estádio Olímpico não comportava eventos acima de 15 mil pessoas e um autódromo. E foi assim que o Serra Dourada foi planejado. Um local para aproximadamente 50 mil visitantes, com uma boa estrutura e que nele estivesse tudo que um bom estádio poderia ter.

          Leonino deu total liberdade para o engenheiro colocar um pouco do seu amor em sua obra. “Eu e os outros três arquitetos visitamos cada estádio considerado importante para o Brasil para analisarmos a estrutura de cada um”, comenta Lamartine. Estavam entre os escolhidos o Pacaembu, Rei Pelé, Fonte Nova e a tríade principal composta pelo Maracanã, Mineirão e Beira Rio.

          Mesmo com a estrutura precária de trabalho, o sonho de realizar essa construção não foi deixado para trás, engenheiro e arquitetos alugaram uma casa na Rua 20 no Centro e fizeram dela o seu escritório. “Naquela época não tínhamos o apoio que os profissionais de hoje possuem, todo o material que usávamos eram nossos”, explica Reginaldo.

          Lamartine fala que muitas coisas eram feitas com o dinheiro do próprio bolso, mas todos os que estavam na obra tinham amor pelo que estava sendo feito. Ele ressalta que essa foi uma das poucas construções feita em uma única etapa e com o término antes do previsto. “No dia 9 de março de 1975 entregamos o Serra Dourada, com 22 dias de antecedência e com a consciência limpa que fizemos um bom trabalho e sem nenhum questionamento jurídico ou irregularidade”, conta ele.

          O projeto do Estádio Serra Dourada é o único a conter área verde, com as praças internas que existem até hoje.  Quem trouxe essa idéia foi o arquiteto Paulo Mendes, que viu na vegetação e nas árvores uma forma de deixar o ambiente mais leve e humano. “Além das praças sugeridas pelo Paulo, houve também a construção do anel com abertura norte-sul para o vento circular e não dar uma impressão de ambiente totalmente fechado”, explica o engenheiro.

Mesmo com os desafios enfrentados para o Estádio ser erguido, hoje se comemora os 37 anos de construção de uma das obras mais importantes para os goianos, os quais celebram nela as suas vitórias, decepções, expectativas, sonhos, alegrias, e ainda promete trazer muitas outras realizações.

Texto e foto: Isabella Negrini

Avenida José Fuedd Sebba, nº 1.170, Jardim Goiás, Estádio Serra Dourada, Ala Norte - Goiânia - GO

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